universo, sinta-se em casa – abr 2013

um encontro com nosso universo

workshop de Manoel Belém e Glenn King mostra que viajar ao espaço não é coisa de outro mundo

por Bruna Escaleira

Na última quarta-feira, 17 de abril, o encontro “Universo, sinta-se em casa” expandiu as fronteiras da casa neo10. Não se trata do lançamento de uma sede em Marte, mas da compreensão das reais possibilidades de exploração espacial, tanto para pesquisas, como por interesse pessoal ou até por um sonho de infância.

Para o facilitador Manoel Belém, somos bombardeados por muitas informações sobre programas espaciais, mas poucas delas mostram experimentos e conquistas realmente importantes e  praticamente aplicáveis. Por isso, o objetivo do encontro foi desmistificar o espaço sideral como algo de “outro mundo”, presente apenas em filmes de ficção científica, e localizar-nos como parte real do universo.

Durante mais de duas horas de conversa com os animados participantes do workshop, foram discutidos temas como a construção de microssatélites por grupos de pessoas comuns, possibilidades reais de turismo espacial hoje, a oportunidade de utilizar ferramentas de financiamento coletivo para pesquisas ou viagens ao espaço e visitas a centros espaciais internacionais.

Físico, candidato a astronauta e fundador da SpaceTrip4Us, Belém expôs um panorama dos recursos tecnológicos que já existem e podem ser usados para a exploração do espaço, mas são pouco divulgados.

O encontro também contou com a participação do diretor de Operações, Instrutor Chefe e Piloto de testes do Nastar (The National Aerospace Training & Research Center – USA), Glenn King, que fez uma apresentação especial sobre o treinamento para voos espaciais e capacitação de educadores (STEM).

King é único no mundo com o certificado de Piloto de Testes de Alta Performance Humana. Há 23 anos no Nastar, projeta programas de formação para clientes militares e civis, incorporando o aprendizado fisiológico como elemento integrante do treinamento para lançamento espacial.

Para ele, a mensagem mais importante a passar aos brasileiros é que “para ir ao espaço, não é necessário ter físico, idade ou formação específica; qualquer um pode fazer uma viagem espacial, só é preciso passar por um treinamento especial para suportar a força equivalente a seis vezes a gravidade terrestre, a que somos submetidos durante um voo sub-orbital”.

O sentimento após o encontro é de que quase tudo é possível e que os obstáculos, nem sempre, são físicos, econômicos ou tecnológicos, mas limitados pela percepção. “Nosso cérebro é muito preguiçoso. É preciso treiná-lo a olhar para o desconhecido sem os padrões de reconhecimento já incorporados, que nos impedem de enxergar o todo”, conclui Belém.

 

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